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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Paisagem da janela



Paisagem da jenela

Pela ventana do aeroplano vejo:
O meio urbano, o meio rural.

O conjunto de partículas de água
O verde dos bosques
A selva de pedra.

Vejo o magnífico feito
A dádiva do criador.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Notas sobre ela



Estrela da manhã
Aurora cintilante
Esplendor de luz própria.

Ornamentação dos céus
Guia do amor
Dádiva de Deus.

                          / Josselmo Batista Neres

A voz do coração



Aflora em mim as crenças que alentei no outrora.
Li na leveza dos olhos teus o amor, o insubstituível,
Inigualável e supremo franco afetivo sentimento.
Eis um encantamento dos céus, estrela sublime,
Luz serena de estonteante beleza, presente divino.

                                                                                                    / Josselmo Batista Neres

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Terra amada





Terra amada

São Miguel do Fidalgo... és um paraíso
Fincada no coração da província
Às margens da grande Lagoa
No sertão do centro-sul piauiense.

São Miguel do Fidalgo... Banco de Areia, outrora
Emancipou em mil e novecentos e noventa e cinco
Quatro ponto oito onze é a lei que tornou-se município
Em dezembro, no vigésimo sétimo dia.

São Miguel do Fidalgo... tens o brio majestoso
Firmada sob o céu com a bênção de Deus
Território progressor no recanto da fidalguia

São Miguel do Fidalgo... sublime encanto
O teu lema é: lutar! lutar! lutar! Sempre vencer
Revigora dia a dia na força valente dos teus filhos.

                                          
                                                                                            / Josselmo Batista Neres

sábado, 10 de junho de 2017

Boas sementes, boas árvores, bons frutos

No Evangelho Segundo São Mateus, capítulo 7, versículos de 17 a 20, no Novo Testamento, o apóstolo ao falar sobre os falsos profetas pontificou: “assim a árvore boa é que produz bons brutos, enquanto a árvore má é a que produz maus frutos. A árvore boa não pode produzir maus frutos, nem a árvore má, bons frutos. Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e atirada ao fogo. Pelos atos desses tais, portanto, é que os reconhecereis.”
A preocupação primordial que trata o livro de Mateus é transmitir conhecimento, quer dizer, abrir o horizonte do interlocutor para novas sapiências. Voltando para o dito supracitado do evangelizador semeado na bíblia, em paráfrase ortografo: “a árvore boa não pode produzir frutos ruins, nem a árvore ruim dar bons frutos.” Mediante o simbolismo que a parábola ensina, o brilho do caminho fica com o sinal verde para a busca do verdadeiro sentido da vida.   
            Projetando a mente em direção à iluminação infinita do mundo da existência, encontramos vida concreta nos atos reflexivos. Alguém dúvida? Meu caro leitor, antes que você esteja de acordo ou discorde de tal indagação, tranquilizo. A inconsonância ao enveredar lado a lado com a sensibilidade, a humildade e ser imbuído com o poder da comparação dos conceitos opostos, a luz surge com a chave indicando as veredas para novos saberes. O filósofo inglês Francis Bacon em uma das ideias sobre o entendimento de uma leitura explica que, “não leia com o intuito de contradizer ou refutar, nem para acreditar ou concordar, tampouco para ter o que conversar, mas para refletir e avaliar.” Na mesma linha do raciocínio de Bacon, ao ler, ouvir, analisar e comparar os termos opostos agregamos nas faculdades mentais um novo tipo de aprendizagem.
Boas sementes, boas árvores, bons frutos. Bem aventurado é o ser que faz a mente se enveredar pelos caminhos refulgentes das novas descobertas. Entender e se fazer entender muitas vezes exige sacrifício. Saber ouvir e falar sem usar o expediente da contenda fervorosa é uma benção entre a interação comunicativa. O Dicionário Aurélio diz que entendimento é “a faculdade de compreender, pensar ou conhecer. Juízo, opinião, combinação, ajuste”. A consonância é salutar a alma e crava ao ambiente a maneira de viver do indivíduo. O ensaísta, poeta, crítico literário e romancista brasileiro Rogel Samuel explica que o entendimento é “a mediação pelo qual nos compreendemos a nós mesmos”. Longe de mim o ceticismo austero. 
De um lado estão as vias da percepção ampla do pensar, agir, interpretar e fazer no seu juízo consciencioso o que a lei natural registra como certo, no outro lado da moeda é fazer-se entender sobre a maneira que vê o mundo a sua volta, que não necessariamente, corresponde à regra da forma geral do bom senso.
Parafraseando o capítulo 11, versículos de 1 a 9 do livro de Gêneses, Antigo Testamento, a sagrada escritura conta que o mundo falava a mesma língua e todos os povos da terra viviam na mesma planície na região de Senaar no Oriente e sob o entendimento das mesmas palavras, foi quando Javé (conhecido também como Jeová, um dos nomes de Deus na bíblia cristã), desceu do céu e foi verificar a cidade onde todos as pessoas moravam e ao ver a torre que os habitantes estavam construindo cujo cimo afirmavam que era para atingir os céus, não aprovando o feito, ordenou a queda da estrutura que ficou conhecida como a “Torre de Babel” e, dispersou o povo por toda a terra distribuindo-os pelos vários continentes e com idioma diferente uns dos outros. Talvez, com a falta de entendimento pelo impasse da língua, começou a principiar as circunstâncias adversas, que podemos considerar, como ponto de partida para as discussões intermináveis, vazias e obsoletas, com algumas cordiais exceções.
A harmonia ampla em interpretar as amplitudes, os pormenores e, agregando essência no cultivo do espírito, é o convite para a caminhada na via de mão dupla.  
                                   Josselmo Batista Neres                ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Crônica publicada no JORNAL DIÁRIO DO POVO DO PIAUÍ em 07/06/2017 
na página 02 - Opinião (Jornal Impresso).
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